Richard John

Richard John. Interface familiar, grau um, 2009. Dimensões variáveis.




María Jesús Olivos

María Jesús Olivos. Desnudo de su nombre canta el ser, 2009. 60 x 90 cm.




María Jesús Olivos. Desnudo de su nombre canta el ser, 2009. 60 x 90 cm.




"En la obra utilizo mi cuerpo como canal donde se entrecruzan dos extremos: vida y muerte. Todos los elementos utilizados en las imágenes se ven afectados por el agua, materia vinculada al nacimiento, la muerte y resurrección, esta los resignifica para así mostrar un proceso de transformación en que el cuerpo y la materia pasan de un estado a otro. Desplazo el valor del pájaro muerto al agua como un intento de materializar y capturar el recuerdo, la experiencia; el afán de todo ser humano por retener lo ineludiblemente efímero y finito. En primera instancia mi cuerpo y materia se mezclan, son un todo, con la intención de transmitir por medio de una experiencia corporal la percepción de “estar vivo”, contrastado con la muerte de un cuerpo pequeño que reposa en mi hombro y que forma parte de un pasado, otro espacio temporal. Para luego pasar a un segundo estado que muestra la resistencia a lo impermanente, un acto fallido ya que los cuerpos y la materia nunca vuelven a ser los mismos. Ahí, la presencia/ausencia del pájaro se ve cargada en los objetos y la acción que ejecuto". (María Jesús Olivos)


Macarena Fernández


Macarena Fernández. Sem título, 2009. Díptico. 95 x 100 cm cada uma.





Antonia Cruz

Antonia Cruz. Niña con vestido Amarillo, 2009. Fotografia. 100 x 66 cm.

Antonia Cafati

Antonia Cafati. Para estudiar la relación del hombre y su entorno, 2009. 90 x 90cm.

Lenir de Miranda

Lenir de Miranda. Visão Pós-Traumática do Déjeuner sur l´Herbe (après Manet), 2006. A 1ª da série de (5 ) cinco imagens. 18 x 14,8 cm cada uma.




Lenir de Miranda. Visão Pós-Traumática do Déjeuner sur l´Herbe (après Manet), 2006. A 2ª da série de (5 ) cinco imagens. 18 x 14,8 cm cada uma.




Lenir de Miranda. Visão Pós-Traumática do Déjeuner sur l´Herbe (après Manet), 2006. A 3ª da Série de (5 ) cinco imagens. 18 x 14,8 cm cada uma.


Lenir de Miranda. Visão Pós-Traumática do Déjeuner sur l´Herbe (après Manet), 2006. A 4ª da Série de (5 ) cinco imagens. 18 x 14,8 cm cada uma.






Lenir de Miranda. Visão Pós-Traumática do Déjeuner sur l´Herbe (après Manet), 2006. A 5ª da Série de (5 ) cinco imagens. 18 x 14,8 cm cada uma.


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Lenir de Miranda compõe uma alegoria crítica sobre Tempo & Espaço em uma série de cinco (5) imagens, na qual diferentes referências – da História da Arte e da Literatura – contaminam as imagens em um atravessamento peculiar. A obra híbrida intitulada "Visão Pós-Traumática do Déjeuner Sur l´Herbe" projeta sombras de destruição sobre um passado, o presente e um futuro imaginável. O ponto de partida é a célebre obra de Manet, “Déjeuner Sur l´Herbe”(1862-1863) a qual, na segunda imagem da série, é manipulada juntamente com uma outra referente à vida pessoal da artista: uma foto atual de seus familiares que pousam em posições equivalentes aos personagens dessa determinada pintura. Já a imagem final consta de uma foto-detalhe da instalação "Traumátic Vision of LE DÉJEUNER SUR L'HÉRBE (après MANET)" realizada no Paço Municipal de Porto Alegre, pela própria Lenir, em 2007. A foto exibe pedaços de porcelanas e destroços espalhados sobre um tapete queimado – uma ácida alusão ao tapete da cena bucólica de "Déjeuner sur l´Herbe" de Manet.

Essa seqüência de imagens trava uma narrativa que poderá estar relacionada de um modo amplo, não somente com o destino final de todo ser humano, mas, também, com o próprio princípio da fotografia digital – uma superfície que retém aglomerados de relações temporais e espaciais em grãos de pixels, os quais, através da manipulação, podem "explodir" a imagem e resultar em algo diferente do registro original. E especialmente, sem mais nenhuma definição do real. Aqui, (como esquecer Barthes?) Lenir estabelece uma interessante analogia entre Fotografia e morte.

Os trechos de um poema de T.S. Eliot [1] sobre a última imagem – essa, como se fosse o registro final de uma "explosão" – revelam a insólita ironia e a força da resistência humana diante de uma suposta destruição. Os cacos de louças, entre cinzas e pedaços de carvão, são os destroços de nossas memórias cotidianas? Ou, os fragmentos de História e reminiscências que nem mesmo a fotografia poderá reter e recompor? (Dione Veiga Vieira - 2009).

NOTA

¹"I Shall sit here, serving tea for friends…" / "estarei sentada aqui, servindo chá aos amigos...” ( Eliot T.S. in Collected Poems. London , 1963).

Fábio Del Re


Fábio Del Re. Para Lia, 1998. Díptico, 100cm x 100cm cada uma.


Fábio Del Re apresenta a Fotografia como matéria contaminada por diversos procedimentos experimentais, os quais jogam não somente com a passagem do tempo, mas também, com a própria natureza do suporte. Há alguns anos atrás, por exemplo, Del Re enterrou certo número de fotos para desenterrá-las após algum tempo, e constatar o efeito causado pela ação dos vermes sobre o papel e conseqüentemente, a alteração sobre a imagem. Com a mesma linha de pensamento – e, em um processo que remete às rayografias de Man Ray – realizou ainda diversas séries sem a utilização da câmara fotográfica, e apenas por contato direto de objetos sobre superfícies fotossensíveis. Os resultados dessas pesquisas foram mostrados em diferentes exposições como “Gavetas e Outros Eclipses”, na Fundação Cultural de Criciúma (2003); “Um Território da Fotografia”, na Usina do Gasômetro (2003); e também, em exposições coletivas realizadas na FotoGaleria de Porto Alegre (2003/2004). Agora, na exposição “O Tempo Contaminado”, Fábio Del Re apresenta fotografias de uma série intitulada “Para Lia” – uma obra dedicada à amiga Lia Menna Barreto. Trata-se de um trabalho realizado a partir de 1998, com um filme P&B (120) de validade expirada em 1992. Digitalizadas recentemente, essas fotografias exibem nódoas originadas por esse filme corrompido pelo tempo, possibilitando assim, a percepção de uma atmosfera nebulosa e onírica. Eis uma fotografia que não poderá ser apenas memória ou, registro mimético do mundo, mas, uma ilusão construída na imprevisibilidade de diferentes processos e resultados. (Dione Veiga Vieira - 2009).

Mais informações sobre o artista:

in Catálogo "Ruas" - com Texto Crítico do Prof. Dr. Alexandre Santos- UFRGS.



A Exposição "O Tempo Contaminado / El Tiempo Contaminado" - Brasil-Chile





A exposição "O Tempo contaminado/El Tiempo Contaminado" inaugura no dia 17/09, quinta-feira, às 19h, no Atelier Subterrânea (Av. Independência, 745/Subsolo - Porto Alegre). A mostra reúne, sob a curadoria conjunta de Dione Veiga Vieira (Brasil) e de Sergio González Valenzuela (Chile), obras em fotografia dos artistas brasileiros Fabio Del Re, Lenir de Miranda, Richard John, e das artistas chilenas Antonia Cafati, Antonia Cruz, Macarena Fernández e María Jesús Olivos. O recorte curatorial traz um olhar atual sobre os usos da fotografia nos processos artísticos contemporâneos no Brasil e no Chile, propondo um debate sobre o estatuto da imagem, em que os eixos centrais são o corpo e sua temporalidade.






"O Tempo Contaminado/El Tiempo Contaminado"




Local: Atelier Subterrânea
------- Av. Independência, 745/Subsolo - Porto Alegre

Visitação: de segunda a sábado, das 14h às 19h

Encerramento: 17 de outubro de 2009.



Apoio:









Mais informações em subterranea.art.br